segunda-feira, 2 de março de 2009
A Volta dos que não foram
Antes de mais nada: MADONNA EU SINTO TANTO A SUA FALTA, MAS O CONSELHO QUE ME FOI DADO E EU QUERO SEGUIR É: NÃO TENHA MAIS NENHUM TIPO DE CONTATO COM O JP, E AFASTE TUDO O QUE LEMBRE ELE. COMO NÃO LEMBRAR DELE QUANDO TE OLHO, SE VOCÊ É A CARA DELE (DIZEM QUE O CACHORRO PARECE O DONO)?
Eu também me lembro do dia em que começamos a namorar. O JP ia me levar para um restaurante chiquérrimo no Jardins, mas acabou parando num botecão no bairro em que ele morava, pé de barro mesmo. Sentou com uns amigos barrigudos e suados e me apresentou como uma colega, nem amiga era! Eles ainda riram de mim porque eu usava um lencinho rosa de estimação da Dior enrolado no braço, quando eu lhes contei o motivo do uso contínuo. Fiquei muito chateada. Me deu sorte quando minha avó estava internada (foi presente dela), e eu sempre usava em ocasiões que me deixavam nervosa. Sempre me ajudou muito.Depois que ela faleceu, foi meio que um elo de ligação espiritual com ela que eu tinha. Como se usa-lo sempre me deixasse próxima a ela.
Sentei a contragosto,e muito envergonhada e eles só falavam de futebol, campeonato paulista, campeonato carioca e mulheres. O JP bebeu tanto que eu tive que dirigir pra ele e ele dormiu no carro mesmo, roncando tão alto, que eu tive que fechar as janelas do carro e padecer naquele mormaço do carro pra não acordar a vizinhança. Ele era muito pesado pra carregar até a cama, então, depois de muito esforço, eu resolvi dormir no carro com ele. Fiquei com dó de deixa-lo ali, sozinho, roncando, babando, bêbado. Usei meu lencinho rosa da Dior pra limpar aquele suor alcoólico dele, então ele acordou e vomitou.O lencinho da minha avó ficou podre e inutilizável. Mas tudo bem, ela com certeza entenderia que era pra ajudar um 'amigo" abestalhado e bêbado. Dormi lentamente, e no meio do sono, o JP me abraçou, me deu um beijo na testa, me agradreceu e me aninhou no ombro dele e me deu mais um beijo na testa. Suavamente. Tudo isso dormindo. Foi quando,eu acho, que me apaixonei. O lencinho caiu em algum canto do carro que não achamos. Isso me deu um nó, porque tem todo um valor sentimental ali. Mas paciência. Eu arrumaria outro amuleto bom.
Quando acordou, o JP deu um berro tão estridente, que eu acordei no susto. Estávamos suados e minha make estava derretida. Ele disse, na minha cara: CRUZ-CREDO-AVE-MARIA-ME-PERDOA-DEUS-TODO-PODEROSO-MAS-TIRA-ESSA-BARANGA-DA-MINHA-FRENTE-AMEM!
Pensei que ele nunca mais iria querer saber de mim depois disso, e então, para minha surpresa, ele me ligou a noite, querendo compensar o mico da manhã!
Daí eu fui né, toda feliz!
E, quando ele veio me buscar, ele trouxe meu lencinho lavado! Tinha algumas manchas escuras, e estava encardido, mas estava inteiro e em minhas mãos de novo. Fiquei muito feliz com essa atitude dele! Foi quando ele escreveu com Bic atrás do lenço "Pra minha namorada". Nossa, agarrei ele e dei um beijão!
No começo do namoro, ele até se esforçava para ser um bom namorado. Tentava me surpreender. Na maioria das vezes, ele me irritava, mas eu não demonstrava porque entendia seu esforço em me agradar. Mas conforme os dias foram passando, ele se acomodou de um jeito, que eu me sentia apenas a coadjuvante no seu espetáculo, e não a atriz principal. Lógico que ele poderia mudar isso, mas ele não quis. Então, quem mudou foi eu.
Boa sorte para todos nós; JP, se um dia você se transformar, porque mudar só não vai ser suficiente, a gente pode sentar e conversar, se você quiser.
Beijos e afagos na Madonna e para todos!
sábado, 28 de fevereiro de 2009
O dia em que ela se foi...
Sabe como é acordar do lado de quem você ama pela primeira vez? Você abre os olhos e a vê, linda, maravilhosa, com aquela camisola branca que você tanto queria tirar rapidamente na noite anterior, mas que faz com que ela pareça um anjo agora. De repente ela abre os olhos e fita você. Não diz nenhuma palavra e te beija.
Ainda me lembro desse dia. Hoje foi a primeira vez que me dei conta de quanto sentia falta disso. Abri os olhos, me virei e a única coisa branca que vi foi a Madonna, me lambendo. Assim como eu, ela ainda sente falta da Malu, desde o dia em que ela se foi.
As brigas, discussões sempre terminavam bem sabe. As reconciliações eram sempre a melhor parte. Juras eternas e uma breve pausa em toda aquela belicosidade. Acho que eu nunca entendi a patricinha que eu tinha nos braços e ela talvez nunca tenha entendido do Shrek que dominava o reino em volta dela.
Um dia, depois de uma das nossas piores discussões, ela pegou a mala, abriu a porta e sem sequer olhar para trás se foi. Nem da Madonna ela se despediu, nem um número de telefone deixou. Os pais e amigos não querem me ajudar. Nem a Ge sabe por onde andaria Malu. Aliás, se não fosse pela amizade da Ge quem sabe onde eu estaria agora?
Enfim, continuo minha vida sem olhar pro lado. Pelo menos o amigo viado dela nunca mais apareceu aqui. PQP, cara chato. Quem sabe uma hora ela volte, enquanto isso, eu sigo o meu caminho sem olhar para trás. Depois desse post emo, prometo que os próximos falarão do que realmente interessa!
Vai Curíntia!